Archive | May 2014

ESCARLATE

ESCARLATE

Em noite de breu solitário
A sua falta consome a razão
Funde-se a alma ao silêncio
A saudade que abrasa ilusão

A insônia apavora em delírio
Embaraça e replica o coração
Um suspiro mergulha no vazio
Rompendo estática solidão

Sozinho. À espera da luz obscura
Veste-me de escarlate. Emoção.
Erupção flui a deriva. Ternura.

O escuro vira sol: fogo e paixão
Na penumbra cativo a candura
Reflete a ausência na escuridão.

Ma Socorro

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Janelas

Janelas

Aberta as janelas
Inutilmente persiste a dor
Proibi-me a tua luz versátil

Caminhos imprescindíveis

Ma Socorro